São Paulo, Brasil 

Moda clubber: desvendamos as tendências da cena underground

Moda clubber: desvendamos as tendências da cena underground

Uma coisa é fato: a cena underground voltou com tudo. O que era pra ser algo restrito a um público X ou Y, agora está na moda, mas sem perder sua essência marginal.

 

Fotos: Mamba Negra

Estamos falando do movimento que o techno está trazendo para o cenário paulistano, que toma conta das ruas com suas festas de longas horas de duração e muita, mas muita música boa e animação de um público fervido. E é claro, como todo movimento que está aí para revolucionar e reinventar, temos a moda fashion com ele, e estamos falando dos clubbers.

 

Nos anos 90, ser clubber era sinônimo de roupas neon, furta-cor, tie dye e acessórios de plástico, tudo misturado com muita criatividade. Tínhamos o fenômeno da montação, que veio do universo das drag queens e significava montar o look com muita extravagância e sem medo de abusar. Mesmo se você não fosse uma drag, tinha o direito de preparar o visual se inspirando nelas. As referências da época vinham da gringa, mais exatamente a irreverência dos “club kidz” de Nova Iorque. Ser um membro desse clã era ter a marca da androginia, glamour e teatralidade.

 

 

Hoje, o que impera nos clubs é o preto. A nova moda entre os frequentadores de festas é abusar da cor que remete a um clima trevoso, com muita transparência, boots de cano alto, chokers (AMAMOS) de dar inveja e batom escurão pra fechar o look. A famosa pirigótica <3

Peças holográficas, glitter, plataformas babado, meia arrastão e o tecido vinil voltaram pra ficar.

 

Agora, se falarmos das festas realizadas por coletivos como a Mamba Negra, ODD, Carlos Capslock e Selvagem, a história é um pouco mais ousada e com influência dos anos 90. Estamos falando de galpões abandonados que agora são tomados pelo grupo de techneiros de plantão e é claro que o visual deles não pode passar batido.

Como o contexto dessas festas é visto inclusive como afronta(e) aos padrões conservadores da sociedade, e também como ela se encaixa fisicamente pela cidade, temos looks que agem da mesma forma. O preto mais uma vez aparece muito, mas é claro que também temos cores passeando pelas pistas da cidade através de looks mais ousados.

 Fotos: Capslock e ODD

 

Nós, como frequentadoras assíduas desse tipo de evento, estamos acostumadas a ver pessoas com fantasias de aranhas, vestidos que às vezes parecem até de alta costura, perucas maravilhosas e muita originalidade. A meta é não ter medo de ser feliz e ousar muito. Então, se você nunca colou numa festa dessa, e está com vontade, não se segure e use e abuse de tudo mais baphônico que você tem ou encontra por aí pra garimpar.

 

Se você pensa que o orçamento para montar um look desses é alto, você está bem enganado. O fenômeno dos brechós, que também está em alta nos dias de hoje, é super presente no visual dos clubbers. Jaquetonas jeans, calças bag e casacos corta-vento neon voltaram com tudo para as pistas, pode providenciar!

 

E é claro que tudo que é tendência está nos desfiles de moda, né? O desfile da coleção de inverno “No After Party” do Alexander Wang mostrou como a moda clubber está em alta no mundo todo, mesmo que essa não fosse a bandeira oficial do desfile. Calças skinny, camisetas gráficas e bolsas embaladas no black foram o destaque da passarela, e vale pontuar que a música que ferveu o desfile foi o techno, viu? Só descordamos da frase estampada, nosso lema é YES, AFTER PARTY 😉

 

Na última edição do SPFW também não foi diferente, a Cotton Project usou a Selvagem como tema do desfile e abordou as “Illegal dance parties” nas estampas, e claro, que a trilha ficou por conta da dupla.

 

Outra marca famosa que se inspirou na moda clubber foi a gigante Gucci. A referência foi a cena de Londres dos anos 60, mas é sempre bom ver como esse tipo de ambiente e cultura estão em alta e inspirando todo mundo por aí. Duas peças que deram o que falar da Gucci, foram o super macacão de teia com brilhos e a regatinha branca com o logo da marca, que foram usadas pela Rihanna no Coachella desse ano. A última campanha de inverno foi inspirada no movimento musical Northern Soul e fotografada só com modelos negros, styling voltado para o clubber, flatforms e jaquetas bomber ganharam a cena.

 

Se você é um clubber, se considere super na moda. Se não, entre nessa também, afinal, nunca é tarde para ousar como nunca, viu? Aposte no pretinho e nos acessórios baphônicos, ou nas cores mesmo e se jogue no embalo do techno sem medo!

Aqui no site temos algumas opções para quem já é clubber ou quer começar a ser ? Visite a nossa loja!

 

créditos fotos: Pinterest, álbum de fotos do facebook das festas citadas (Odd, Mamba Negra, Capslock), divulgação.

2 Comments
  • pabloventurineli
    setembro 13, 2017

    Muito legal a iniciativa de falar da cena clubber e sua influência na moda e vice-versa. Mas, reduzir o movimento clubber ao techno é um desserviço à informação, além de ser um grande desconhecimento de música eletrônica. Existe muito mais que techno nas festas, e utilizar dessa vertente musical para falar de movimento é, no mínimo, redutivo. Vamos utilizar o termo música eletrônica, pois é disso e muito mais que se trata.

    • setembro 19, 2017

      Olá Pablo, tudo bem?

      Entendo sua posição mas focamos na cena underground de São Paulo com foco no Techno porque é o que está mais bombando agora e faz parte do nosso lifestyle, então temos mais embasamento para falar. Mas entendo sua posição, numa próxima, não vamos generalizar. Obrigada pelo comentário! Bjs

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